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camp, surrealismo, moda

  • Foto do escritor: melody erlea
    melody erlea
  • 9 de mai. de 2019
  • 2 min de leitura



se tem algo na história da moda que foi com toda certeza CAMP, no sentido que susan sontag traz em seu ensaio de 1964, era o flerte da arte surrealista com os designers de moda. o epicentro dessa borbulhação era elsa schiaparelli, amiga de salvador dalí - de quem teve contribuição em várias das suas criações de moda, inclusive o famosíssimo chapéu-sapato e, um favorito pessoal, o vestido esqueleto.


o vestido-luva da @moschino que a artista burlesca e drag @violetchachki usou no baile do @themetmusem foi uma das homenagens mais lindas ao camp, ao surrealismo e à moda de elsa que passaram por aquele tapete vermelho (ouso dizer que esse vestido é mais schiaparelli do que as próprias coleções recentes da maison ¯\_(ツ)_/¯). me lembrou as luvas de unhas pintadas, o casquete de mão e o cinto com fivela de mão, todos de schiaparelli entre as décadas de 30 e 50.


e como na moda as referências sempre se cruzam, o vestido-luva também me lembrou das ilustrações de rené gruau, artista italiano que se firmou como ilustrador de moda a partir dos anos 40 e basicamente criou um novo estilo de fazer publicidade de moda, antes da fotografia se estabelecer como mídia principal - inclusive a maneira como a fotografia de moda evoluiu se deve ao estilo inédito de gruau para ilustrar os designs de estilistas como dior, balmain e, vejam só, elsa schiaparelli. aquelas poses estranhas que a gente vê as modelos fazendo? foi gruau que inventou nos seus desenhos.


rola pro lado pra ver as luvas de rené gruau e as de schiaparelli, e me diz se o vestido-luva não tá canalizando toooooda essa energia surreal dos anos 40? sem contar todas as outras referências inclusas aí, tipo dita von teese, jessica rabbit, morticia addams.... todas mulheres símbolos de um camp glamouroso, sensual e retrô. afff eu amei muitas roupas desse tapete vermelho mas se tem UMA que eu usaria, é essa.

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